
Quando falamos em sustentabilidade, o que te vem à cabeça?
Questões ambientais ou, para quem está mais próximo da causa, temas sociais.
Mas sustentável é aquilo que consegue existir no longo prazo. Como um projeto, um território ou, sob a lógica capitalista, uma empresa que prospera… e é aqui talvez eu perca parte da audiência.Mas fique, vai fazer sentido!
Ser sustentável é, antes de tudo, pensar lá na frente, no sentido de continuar existindo ao longo do tempo.O impacto positivo no meio ambiente e na sociedade vem junto e, pelos meus valores pessoais, deveria vir antes de qualquer outra coisa… mas, sendo honesto, sei que nem sempre é assim que começa.
Começa por uma lógica de permanência, seja qual for o objetivo. E é justamente aí que, muitas vezes, esses valores se perdem no caminho e dão lugar ao greenwashing, quando a preocupação vira discurso bonito, mas não prática real.
Apesar desse desvio de caminho, e sob um olhar mais crítico, acredito que estamos, aos poucos, aprendendo a pensar a economia de forma mais empática. O consumo desenfreado e a publicidade agressiva, que por muito tempo foram regra, estão mudando. Seja por empatia e consciência social e ambiental, seja por estratégia de negócio, afinal, sem recursos, não existe negócio.
E as novas gerações estão olhando para tudo isso com mais atenção. Não só consomem, como também produzem conteúdo, cobram posicionamento e percebem rápido quando algo soa vazio. Quando a ação não acompanha o discurso, surge um termo que já não é novo, mas continua necessário: greenwashing.
É quando causas viram campanha, mas não prática. Quando o discurso cresce mais rápido do que a transformação real.
E a forma mais simples de não cair nisso é agir onde dá para ver. Apoiar projetos próximos, no território, com impacto concreto e contínuo, é o oposto do discurso vazio.
Marcas fortes, no fim das contas, não se constroem só com boas histórias. Elas se constroem com fatos. Com compromissos de verdade. Com ações que as pessoas conseguem enxergar no dia a dia. Com decisões, investimentos e escolhas que fazem sentido no tempo.
É aí que entra a responsabilidade das marcas. Não só apoiar causas grandes e distantes, mas olhar para o próprio entorno. Para o lugar onde operam, contratam pessoas, vendem seus produtos e constroem reputação.
Projetos locais têm algo poderoso: proximidade. Impacto visível. Mudança real na vida das pessoas e do ambiente ao redor. Quando uma empresa da região escolhe se envolver com esse tipo de iniciativa, ela não está só contribuindo financeiramente. Está assumindo um papel ativo no lugar que sustenta seu negócio.
Em Angra dos Reis e na Ilha Grande, por exemplo, projetos como o Opaoma trabalham todos os dias limpando águas, areias e áreas de mangue, promovendo educação ambiental e mobilizando a comunidade para cuidar da vida marinha e pensar em um futuro mais equilibrado. É um trabalho constante, feito longe de holofotes e campanhas pontuais.
Para marcas da região, apoiar projetos assim deveria ser prioridade. O impacto é imediato no território, na comunidade e na própria continuidade dos negócios.
Empresas de Angra dos Reis, Ilha Grande e entorno podem sair do discurso e apoiar iniciativas como o Opaoma agora. Quem quiser entender como ajudar pode entrar em contato comigo ou acessar o formulário no site do projeto.
Impacto positivo de verdade é urgente. É local. E é feito por quem está perto.





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